Capítulo Sete: Imóveis da Longevidade
Lin Hanyan balançou a cabeça e disse:
— A proposta de Su Ming é também a minha. Aimei Cosméticos oferece dez bilhões.
Lançando um olhar a Su Ming, sob a mesa, sua mão delicada apertou-se com força; no fim, escolheu confiar nele. Ao ouvirem isso, o velho Cao e Lin Ao ficaram atônitos. Ambos sabiam que Lin Hanyan não dispunha de muito capital líquido — em seu extremo, não passaria de quatro bilhões.
Agora, Lin Hanyan ofertava diretamente dez bilhões. De onde ela tiraria tanto dinheiro?
— Diretora Lin, você realmente tem dez bilhões? — O velho Cao franziu o cenho, buscando confirmação.
Lin Hanyan balançou a cabeça e respondeu:
— Eu não tenho, mas meu marido tem.
Puf!
Mal as palavras de Lin Hanyan ecoaram, Lin Ao rompeu em gargalhadas, segurando o ventre.
— Lin Hanyan, enlouqueceu de vez? Su Ming não passa de um tolo, e agora você resolveu acompanhá-lo em sua loucura?! — Lin Ao ria tanto que quase tombou para frente e para trás. — Su Ming só se tornou genro da minha família por puro golpe de sorte! De onde ele teria dez bilhões?!
Como membro da família Lin, Lin Ao conhecia bem Su Ming. Quando ele se casou com Lin Hanyan, há três anos, era um idiota completo. Como haveria de, em apenas três anos, acumular uma fortuna dessas?
Portanto, para Lin Ao, aquela oferta absurda era apenas um devaneio, e Lin Hanyan só estava fazendo coro à loucura do marido.
— Cao, não dê ouvidos às sandices de Su Ming. Assine logo o contrato — disse Lin Ao, com um sorriso gelado, acenando impaciente.
Contudo, o velho Cao hesitou, franzindo ainda mais a testa. Após breve silêncio, voltou-se para Lin Ao e disse:
— Lin Ao, agora Su Ming oferece dez bilhões. Se você não cobrir a oferta, venderei minhas ações diretamente para ele.
— Cao! Você leva a sério as palavras daquele idiota?! — O rosto de Lin Ao se contraiu e, rangendo os dentes, bradou: — Está bem! Ofereço onze bilhões!
Lin Ao crispou os dentes, fitando Su Ming com olhar de loba faminta. Onze bilhões já consumiam quase todos os seus bens; só de dizer o valor, sentia como se lhe arrancassem a carne.
— Eu ofereço vinte bilhões — disse Su Ming, quase sem pensar, dobrando novamente o lance.
Desta vez, Lin Ao silenciou por completo.
Embora desejasse tornar-se presidente da Aimei Cosméticos, gastar vinte bilhões para adquirir quinze por cento das ações seria um prejuízo evidente. Lin Ao, homem de negócios, não aceitaria jamais uma transação fadada ao prejuízo.
Assim, diante do lance de Su Ming, Lin Ao retirou-se da disputa.
— Muito bem, Su Ming. Passo-lhe esses quinze por cento das ações. Quero ver de onde tirará vinte bilhões! — zombou Lin Ao, com um sorriso frio nos lábios.
Se Lin Ao não continuou a disputa foi, por um lado, porque vinte bilhões era um valor absurdo; por outro, estava seguro de que Su Ming jamais conseguiria reunir tal quantia.
Quando Su Ming fracassasse, perderia qualquer poder de barganha; então, Lin Ao poderia negociar com o velho Cao por um preço muito menor e, assim, adquirir as ações.
Enquanto Lin Ao alimentava tais cálculos, Su Ming já se adiantava, pegando um notebook à frente de Lin Hanyan.
Su Ming digitou com habilidade, acessando uma conta bancária.
Essa conta fora aberta por Su Ming há três anos, ao chegar a Binhai. Na época, depositara ali uma quantia irrisória, sem dar muita importância. Nem mesmo se lembrava ao certo quanto havia — para ele, dinheiro nunca fora algo de grande valor.
Plim~
Enquanto Su Ming pensava, a tela se abriu, e ele acessou sua conta no banco de Binhai.
— Su... Su Ming, esse dinheiro... é todo seu? — Lin Hanyan, sentada ao lado, conseguia ver claramente a tela.
Ao deparar-se com o saldo da conta de Su Ming, seu belo rosto pareceu congelar, e a voz tornou-se tensa.
Jamais suspeitara que o marido, tido por insensato durante três anos, controlasse tamanha fortuna.
O olhar de Lin Hanyan se perdeu no emaranhado de zeros que povoava a tela; seus olhos se embaralharam. Contou e recontou dezenas de vezes, sem conseguir precisar quantos zeros havia ali.
Sua reação chamou a atenção de Lin Ao e do velho Cao.
Ambos, franzindo as sobrancelhas, inclinaram-se para tentar ver o monitor de Su Ming.
— Isso... Isso é impossível! — Lin Ao escancarou os olhos, o olhar tremendo diante da interminável sequência de zeros.
Jamais poderia imaginar que Su Ming, o genro tido por tolo da família Lin, detivesse tamanha fortuna!
— Quinhentos... quinhentos bilhões... — murmurou o velho Cao, a garganta seca, engolindo em seco, a voz trêmula.
Depois de conferir inúmeras vezes, finalmente constatou: Su Ming possuía quinhentos bilhões em capital líquido!
Plim~
Antes que pudesse reagir, ouviu o som de uma mensagem: seu telefone, sobre a mesa, anunciava a confirmação da transferência.
O velho Cao, estupefato, virou-se lentamente, encarando incrédulo a notificação de vinte bilhões recebidos.
— Senhor Cao, podemos assinar o contrato agora? — Su Ming fechou a conta, baixou a tampa do notebook e, sereno, fitou o velho Cao.
Este, aturdido, levou um instante para voltar a si e, apressado, assentiu:
— Sim, eu assino, agora mesmo!
Os quinze por cento de ações em suas mãos valiam, no mercado, cerca de 7,5 bilhões; vendê-los por vinte bilhões era uma fortuna inesperada. Exultante, o velho Cao apanhou papel e caneta, assinando sem hesitar o termo de transferência.
Ele não imaginava que, futuramente, sob a liderança de Su Ming, essas ações atingiriam um valor inimaginável.
À primeira vista, Su Ming parecia perder ao pagar vinte bilhões por quinze por cento das ações. Mas, com o tempo, perceber-se-ia que ele fizera um negócio extraordinário.
— Su Ming, o termo de transferência está assinado. Basta colocar seu nome, e esses quinze por cento serão seus — disse o velho Cao, entregando-lhe o documento.
No entanto, Su Ming não o recebeu; ao contrário, empurrou-o para Lin Hanyan.
— Hanyan, este é meu presente para você. Aceite-o.
Por milênios, Su Ming se submetera a ser genro da família Lin, tudo por Lin Hanyan.
Agora, ao reencontrá-la, desejava-lhe ofertar tudo que havia no mundo. Aqueles quinze por cento de ações eram apenas um singelo presente.
Lin Hanyan olhou Su Ming com profundidade. Sabia que recusar seria inútil; por fim, tomou a caneta e firmou seu nome.
Assim, os quinze por cento das ações do velho Cao passaram definitivamente para Lin Hanyan, que agora controlava quarenta e cinco por cento da empresa, tornando-se a maior acionista da Aimei Cosméticos.
— Lin Hanyan, não se iluda por demais! — Lin Ao rosnou, punhos cerrados, olhos cravados em Su Ming.
Nunca imaginara que, no limiar do sucesso, Su Ming, o genro tido por tolo, surgisse do nada e, por um valor absurdo, arrematasse as ações do velho Cao.
— Não vai me deixar controlar a empresa? Então, destruirei a Aimei Cosméticos! — Lin Ao, tomado de fúria, sacou o telefone e rapidamente discou.
— Senhor Zhang, aceito sua proposta. Trinta bilhões, transfiro minha parte: trinta por cento das ações da Aimei Cosméticos. Estou na empresa agora, venha buscar o contrato.
E desligou abruptamente.
O semblante delicado de Lin Hanyan tornou-se ainda mais grave.
— Lin Ao, enlouqueceu?! Se vender suas ações a Zhang Shuai, da Changsheng Imóveis, ele usará isso para tomar controle da empresa!
A Changsheng Imóveis sempre cobiçou a Aimei Cosméticos, e já detinha vinte e cinco por cento das ações. Se Lin Ao transferisse seus trinta por cento, a empresa passaria a controlar cinquenta e cinco por cento, tornando-se a maior acionista e consumando a aquisição.
— Lin Ao, realmente vai destruir a Aimei Cosméticos?! — Lin Hanyan cravou os dentes no lábio inferior, finalmente tomada pela ansiedade.
Seu coração e alma estavam investidos na empresa, que via como sua própria família; jamais suportaria vê-la devorada por outra corporação.
— O que eu não puder ter, ninguém mais terá! — zombou Lin Ao, olhos cheios de escárnio.
Lin Hanyan apertou os punhos, o corpo trêmulo de ira.
Nesse momento, Su Ming pousou suavemente a mão sobre o ombro perfumado de Lin Hanyan e disse, sereno:
— Hanyan, não se preocupe. Se ele quer vender suas ações à Changsheng, que venda.
Su Ming fitou-a com ternura, o rosto transbordando confiança.
Lembrou-se, subitamente, que três anos antes, ao chegar a Binhai, tornara-se acionista majoritário de uma empresa chamada Changsheng Imóveis.
Hoje, Su Ming ainda detinha oitenta por cento das ações da Changsheng, sendo seu incontestável maior acionista.
— Hanyan, fique tranquila. Eu lhe darei cem por cento das ações da Aimei Cosméticos — disse Su Ming, sorrindo, exibindo dentes brancos como a neve.
Aquela Lin Hanyan, antes ansiosa e aturdida, assentiu instintivamente, como se, de fato, as palavras de Su Ming pudessem tornar-se realidade.