Capítulo Três: O Grande Magnata

Permulaan Kisah Seorang Pengemis Kecil Dangkal bagai gugurnya bunga pir 3040kata 2026-03-12 14:43:44

— Vovô, afinal de contas, o que é essa família Shen? Qual é sua origem?! — Chen Jie, incapaz de conter sua impaciência, deixou escapar a dúvida que lhe atormentava o coração.

O que Chen Jie pensava era, na verdade, o que toda a família Chen desejava saber. Todos ansiavam descobrir quem, de fato, era a misteriosa família Shen. Os presentes que Liu Yunhe enviara no dia anterior foram, posteriormente, levados pelos membros da família Shen, de modo que, para o núcleo da família Chen, tudo não passara de um equívoco.

Chen Haifei balançou a cabeça; por mais que se esforçasse, não conseguia desvendar a origem da família Shen, mas a riqueza que demonstravam era suficiente para fazê-los olhar para cima, em reverência. Ele estava curioso para saber que surpresas Shen Fei lhe reservava.

— Embora a Ding Sheng Entretenimento já não esteja sob o nome da nossa família Chen, Chen Jie, quero que continues trabalhando bem lá. Sob a administração da família Shen, o futuro da empresa certamente será promissor — declarou Chen Haifei.

Ao ouvir o ancião mencionar seu nome, Chen Jie quase explodiu de júbilo.

— Vovô, fique tranquilo, prometo que darei o meu melhor sob a tutela da família Shen! —

Ser nomeado pelo patriarca da família era, para a geração de Chen Jie, uma honra incomensurável.

— Assim é melhor — prosseguiu Chen Haifei. — Chen Jie, preciso adverti-lo mais uma vez: com a família Shen, trate a todos, independentemente de sua posição, com o máximo respeito. Jamais os ofenda.

Embora a advertência fosse dirigida a Chen Jie, Chen Haifei olhava para Chen Haoyan enquanto falava. No fundo, era indulgente com o filho. Ignorava os reais motivos de Shen Fei ao se aproximar da família Chen… ao se aproximar da família de Chen Xin, mas se permitisse que Chen Haoyan e seu filho os insultassem, quem poderia prever as consequências?

Sob o olhar atento do pai, Chen Haoyan assentiu instintivamente, sentindo um temor inexplicável tomar conta de seu peito.

— Será que o patriarca descobriu que eu deliberadamente reprimi Chen Li? Quem teria contado?! — Com o canto dos olhos, Chen Haoyan observou seus dois confidentes ao lado, mas ambos balançaram a cabeça veementemente.

Era noite profunda, e o idoso Chen Haifei, já debilitado pela idade, não resistiu por muito tempo; após algumas recomendações, recolheu-se cedo ao quarto. No salão, restaram apenas Chen Haoyan, seu filho e seus fiéis acompanhantes.

— Hoje, mandei Chen Xin embora; esse grande banquete que é a família Shen, ela jamais irá saborear! — comentou Chen Jie, com um sorriso malicioso.

— Exato! Uma empresa de entretenimento, quase de segunda linha, agora adquirida pela abastada família Shen… Quantos grandes artistas ainda surgirão? Filho, teu status só tende a se elevar! — exclamou Chen Haoyan, em meio a risadas, mas logo sua expressão tornou-se sombria. — Na próxima semana, celebraremos o aniversário do patriarca. Imaginem se a família de Chen Li não trouxer um presente digno. Qual será o seu destino?

— Não seria exatamente o que Haoyan deseja? —

Por um momento, o salão da família Chen transbordava de alegria.

Em contrapartida, o ambiente na casa de Chen Xin era marcado por uma atmosfera diametralmente oposta. Expulsa por Chen Jie da Ding Sheng Entretenimento e, após a aquisição da empresa pela família Shen, ninguém sequer se dignara a convidar Chen Xin ou sua família para participar.

Li Xuemei, sentada no sofá, exalava indignação ao censurar Chen Li. Chen Xin, por sua vez, parecia mais tranquila, exceto pelo leve rubor ao redor dos olhos, que mal denunciava qualquer anormalidade. Contudo, aquele lampejo fugaz de tristeza em seu olhar não passou despercebido aos olhos de Shen Fei, que sentiu uma pontada de compaixão.

— Xin Xin, não se preocupe. Amanhã, os membros da família Chen virão implorar para que você volte — disse Shen Fei, sentando-se ao lado de Chen Xin, tentando consolá-la.

Já conhecia, pelas informações de Liu Yunhe, tudo que Chen Xin havia sofrido.

— Hum — respondeu Chen Xin, sua voz tão baixa quanto o bater de asas de um mosquito, enquanto deliberadamente afastava-se de Shen Fei.

Era evidente sua resistência em relação a Shen Fei, mas faltavam-lhe argumentos para pedir que ele se afastasse, afinal, já estavam casados.

— Tudo que você diz vira lei, não é?! —

Interrompendo sua repreensão a Chen Li, Li Xuemei lançou um olhar de desaprovação a Shen Fei.

— Não seja tão arrogante! Que sorte a sua, um mendigo, ter entrado nesta casa; poupe-nos de suas pretensões! —

— Se quer consolar alguém, pelo menos o faça direito! —

— Mamãe, por favor, não fale mais… — Ao notar o semblante de Shen Fei se tornar sombrio, Chen Xin apressou-se em intervir. Afinal, há pouco Shen Fei lhe trouxera uma bacia de água para lavar os pés.

Li Xuemei lançou um olhar ameaçador a Shen Fei e voltou a conversar com suas amigas no WeChat, dedicando-se, sobretudo, a criticar e humilhar Shen Fei.

Após serem expulsos da família Chen, mudaram-se para um antigo edifício de apartamentos, deteriorado, mas cujo aluguel era longe de ser barato. O valor da locação de um apartamento de dois quartos e uma sala só agravava ainda mais a situação financeira da família.

— Shen Fei, venha comigo por favor — pediu Chen Xin, enxugando as gotas de água de seus delicados pés e levantando-se.

Shen Fei seguiu Chen Xin até o quarto, onde ela estendeu uma esteira de bambu sobre o chão.

— De agora em diante, você dorme no chão, eu na cama. Pode ser? — indagou, hesitante, com as faces coradas.

Era a primeira vez que Chen Xin dividia um quarto com um homem da mesma idade, ainda mais alguém reconhecido como seu marido.

— Certo — respondeu Shen Fei.

Depois de dizer isso, deitou-se na esteira e logo adormeceu. O suave som de sua respiração rapidamente preencheu aquele quarto carregado de embaraço.

O gesto de Shen Fei acalmou o coração inquieto de Chen Xin, que temia, de acordo com o que lera na internet, que casais recém-casados dividissem o leito e que Shen Fei, movido por algum impulso repentino…

Shen Fei deitou-se de lado, de costas para a cama, olhos abertos, seu peito erguia-se em movimentos amplos, simulando uma respiração regular, como se estivesse adormecido. Sabia que, ao menos assim, Chen Xin sentiria certa tranquilidade.

Afinal, Chen Xin era a pessoa que ele menos desejava ferir.

Na calada da noite, Shen Fei ergueu-se lentamente, contemplando o rosto delicado de Chen Xin, marcado por uma leve impressão de uma palma. Quanto mais olhava, mais sentia seu coração apertar.

Três dias atrás, não fosse Chen Xin, que por acaso se interpôs para protegê-lo, ele certamente teria sucumbido nas mãos de um grupo de delinquentes. Mas, por isso, o rosto de Chen Xin acabou machucado.

— Nem sequer reconhece quem salvou… — murmurou Shen Fei, incapaz de conter sua decepção. Esperava que Chen Xin percebesse que ele era o mendigo a quem ela havia resgatado, mas o olhar que ela lhe lançava era o de um estranho.

No dia seguinte.

Diante do edifício da Ding Sheng Entretenimento.

— Rápido! Rápido! Rápido! — Chen Jie, impaciente, comandava os funcionários e artistas da empresa.

Cem empregados logo formaram um bloco diante da entrada principal. As artistas, de beleza delicada e encantadora, posicionaram-se na primeira fileira; os homens, na segunda; atrás, os funcionários da empresa.

— Jie, quem é esse grande patrão afinal? Conta pra mim, vai… — perguntou uma mulher ao lado de Chen Jie, esticando os braços de modo casual.

— Ahem, trate de se comportar. O novo patrão não é alguém que possa ser comparado a um mero cidadão de Jiangcheng — respondeu Chen Jie, lançando um olhar furtivo ao decote da mulher, sentindo uma onda de calor percorrer-lhe o corpo.

A mulher sorria, mas no íntimo desprezava Chen Jie, que já se deleitara com a visão, mas se recusava a revelar a identidade do poderoso comprador da Ding Sheng Entretenimento. Não era isso um obstáculo para ela?

Seu nome era Qing Yilian, artista símbolo da Ding Sheng Entretenimento, de estatura delicada, mas dona de curvas marcantes.

Chen Jie recompôs sua expressão, enchendo o rosto de sorrisos.

— Já passou da hora, não era para o patrão chegar às nove? Por que ainda não apareceu? — Qing Yilian, já impaciente, sentia as pernas dormentes.

— Vou ligar para o secretário Wang — diz Chen Jie, também inquieto, amaldiçoando em pensamento a postura altiva do patrão, mas sem ousar demonstrar descontentamento.

O secretário Wang era o assistente deixado por Liu Yunhe em Jiangcheng para ajudar Shen Fei.

— Sim, sim, obrigado, secretário Wang! — Chen Jie, sorridente, assentia ao telefone.

Após desligar, Chen Jie, exultante, anunciou:

— Vamos esperar mais dez minutos. Mantenham a postura militar! O patrão precisa ver nosso vigor!

— Certo! —

Do outro lado da rua, Shen Fei observava, diante de uma pequena mercearia, Chen Jie e seu grupo, perfilados com respeito diante da empresa, compondo um cenário singular.

Enquanto apreciava esse “espetáculo”, seu telefone tocou.

— Jovem Shen, cumpri minha missão. Há algo mais em que o pequeno Wang possa servi-lo? — A voz do secretário Wang, aduladora, recordava o comportamento de Chen Jie.

— Não, se precisar, entrarei em contato — respondeu Shen Fei, encerrando a ligação.

Um sorriso se desenhou em seus lábios. Ele pretendia devolver à família Chen, multiplicadamente, todas as humilhações que Chen Xin sofrera.

— Esse patrão… por que ainda não chegou? —

Uma hora depois, Qing Yilian não resistiu e comentou. Já estavam ali há duas horas, suas pernas formigando.

— Também não sei… Ah, o secretário Wang mandou mensagem!

— O patrão chegou! —