Volume I Flores Caídas Capítulo VI Ventos e Trovões Se Erguem

Adikku adalah seorang ahli agung dalam dunia kultivasi. Jeruk itu sangat manis. 2438kata 2026-03-15 14:50:55

— Que lugar é este? — perguntou Ye Kongning, entregando o celular a Ye Fei, com uma expressão curiosa.

Ye Fei lançou um olhar ao aparelho e respondeu:

— Um shopping center. Este aqui deve ser o maior da cidade, chama-se Sheng... alguma coisa. — Ao ver o vídeo no celular, que exibia a vista panorâmica de um grande shopping, Ye Fei reconheceu de imediato o local. Afinal, era o maior da cidade de Lin, destino preferido de muitos para passeios e compras.

— Shopping center... — murmurou Ye Kongning, franzindo as sobrancelhas, evidentemente sem compreender de todo o termo. Ye Fei preparava-se para explicar, mas ela sorriu levemente e, com desdém, declarou:

— Seria como um mercado, não? Apenas maior que os antigos, mais espaçoso e frequentado por multidões.

Ye Fei coçou a cabeça, hesitante:

— Acho que sim... talvez.

Na verdade, ele mesmo não sabia se um mercado antigo se assemelhava de fato a um shopping moderno.

Ye Kongning ignorou-o, levantou-se e foi trocar de roupa. Vestiu o vestido preto de alças que comprara anteriormente e, por cima, envolveu-se num sobretudo branco, longa e elegante peça que lhe conferia um ar de fria altivez.

— Uau, inacreditável... — exclamou Ye Fei, seus olhos arregalando-se num misto de surpresa e estranheza ao ver o resultado.

— Leve-me até lá. Quero contemplar o mercado de hoje com meus próprios olhos — determinou Ye Kongning, com um olhar intenso.

— Está bem, vou te mostrar algo do mundo — Ye Fei enfiou apressadamente os dois últimos bagos de uva na boca, jogou qualquer casaco sobre os ombros e preparou-se para sair.

Ao vê-lo com o casaco escolhido, Ye Kongning fez um muxoxo de desprezo:

— Vestido assim, de longe, até parece um urso bruto que ganhou consciência.

— Está me chamando de urso preto? — Ye Fei arqueou as sobrancelhas.

— Urso bruto, não urso preto. É parecido, mas muito mais feio e sujo. Você não chega nem aos pés de um urso preto de verdade — respondeu ela, lançando-lhe um olhar de soslaio.

— Eu... — Ye Fei rangeu os dentes, desejando bater de leve na cabeça dela. Mas havia algo na aura daquela "irmã" que o impedia de qualquer ousadia; restava-lhe apenas engolir a afronta.

Ye Kongning, por sua vez, sorriu satisfeita. Aproximou-se do sofá, remexeu entre algumas roupas e escolheu um casaco azul de material acolchoado, que lançou a Ye Fei.

— Vista este. Ao menos assim, parecerá um pouco com os antigos habitantes do Reino Azul Celeste. Melhor que um urso bruto, sem dúvida — e caiu na risada.

Ye Fei aceitou o casaco, tirou com desprezo o anterior e vestiu o novo. Dirigiu-se ao espelho, observando-se de vários ângulos.

— Realmente, este ficou melhor... embora eu não faça ideia do que sejam esses tais habitantes do Reino Azul Celeste — murmurou para si, certo de que não era um bom sinal ser comparado com o que quer que fosse.

— Está aceitável. Meu gosto é realmente extraordinário — vangloriou-se Ye Kongning.

Ye Fei não conseguiu evitar um revirar de olhos.

— Estás me desprezando, mortal? — indagou ela, com voz suave.

Ye Fei torceu os lábios:

— Não, estou apenas te ignorando.

— Ignorar? Como pode um mortal ignorar meu esplendor? Onde incide meu semblante sagrado, a luz divina resplandece e auspícios se manifestam. Mas, é claro, seres tão ínfimos como tu não podem encarar minha glória diretamente. Portanto, não ousas olhar-me nos olhos, é isto? — zombou Ye Kongning.

Ye Fei ficou sem palavras.

— Tais palavras ultrapassam qualquer limite de desfaçatez — comentou, resignado.

Ye Kongning bufou e aproximou-se, erguendo altiva o rosto na direção dele:

— Meu semblante é supremo, transcendendo todas as formas. Reúno em mim toda a beleza e santidade do mundo. Olha bem, contempla e aprende. Um olhar basta para acrescentar dez anos à tua vida.

Ye Fei fitou-lhe o rosto: delicado, minúsculo como a palma da mão, pele alva e macia, olhos grandes e luminosos, verdadeiros lagos profundos. Era realmente bela, com toda a vitalidade e inocência de uma jovem. Ele não pôde evitar ficar absorto.

Após alguns instantes sob aquele olhar, Ye Kongning enrubesceu e, com uma pontinha de irritação, fechou o punho e ameaçou golpeá-lo na cabeça. Mas Ye Fei, rápido como sempre, escapou para o lado.

— Ora, achou mesmo que, depois de tantas vezes, eu ainda seria pego desprevenido? Inocente... — vangloriou-se Ye Fei.

— Astuto como uma raposa. Se em outros tempos estivesses diante de mim, puniria-te com três mil açoites de fogo, para que aprendesses — replicou Ye Kongning, sorrindo.

Ye Fei estremeceu só de pensar:

— Que tirania... És uma verdadeira déspota — zombou.

Mas tais palavras fizeram com que os olhos de Ye Kongning se perdessem, como se afundasse em memórias longínquas.

Vendo-a subitamente absorta, Ye Fei aproximou-se e acenou diante dela.

De repente, Ye Kongning abriu a boca e cravou os dentes na mão de Ye Fei.

— Aaah! — urrou ele, num grito longo.

Ye Kongning, agora satisfeita, largou-o e correu para o banheiro. Escovou os dentes e lavou-se com todo cuidado, retornando logo depois à sala como se nada tivesse acontecido.

— Você... eu... Isso foi um excesso! Agressão física e moral! — queixou-se Ye Fei, segurando a mão ferida e, teatralmente, levando-a ao peito como se estivesse gravemente ferido.

— Eu mal mordi, ora essa — Ye Kongning lançou-lhe um olhar de desprezo. — Mas, a propósito, por que tens cheiro de leite? — perguntou, estalando a língua, intrigada.

— E ainda diz que não mordeu! — indignou-se Ye Fei.

— Só senti um cheiro estranho, só isso — riu Ye Kongning.

— Isso se chama cheiro de sabonete líquido — replicou Ye Fei, desdenhoso.

Ye Kongning, ainda confusa, inclinou a cabeça, como se um ponto de interrogação pairasse acima dela.

— Deixa pra lá. Melhor irmos logo — suspirou Ye Fei.

— Já deveríamos ter partido. Mortais são mesmo assim, sempre atrasados, desperdiçando tempo... A decadência inerente da humanidade — suspirou Ye Kongning.

— Quem é que ficou enrolando até agora? — exasperou-se Ye Fei.

Ye Kongning ajeitou uma mecha de cabelo na testa, altiva:

— Eu jamais erro. Se algo se prolonga por minha causa, a culpa é tua. Afinal, sou a imperatriz.

— Eu... — Ye Fei cerrou os punhos, tentado a dar-lhe um peteleco na cabeça.

...

— O que é isto? — Ao chegar ao térreo e deparar-se com a motoneta elétrica, Ye Kongning a rejeitou instintivamente.

— Uma bicicleta elétrica. Vamos de bicicleta ao shopping — Ye Fei pôs calmamente o capacete, priorizando a segurança.

— Eu... a imperatriz... devo montar nisto? — Ye Kongning sentiu-se tomada de vergonha.

— Claro, que outra opção? — Ye Fei olhou-a com prazer, saboreando a mistura de fúria e embaraço estampada em seu rosto.

— Quero ir de carro — insistiu Ye Kongning, franzindo o cenho.

— Ora, não precisa disso. Pegar táxi é caro, dez yuans pra qualquer lado. Esta aqui é de graça, ainda dá pra sentir o vento! Tome, coloque o capacete e proteja-se! — Ye Fei entregou-lhe outro capacete, sorrindo.

Por fim, Ye Kongning pegou o capacete e o colocou lentamente, não sem resmungar:

— Miserável e pão-duro desse jeito... Acho que vais terminar solteiro para sempre, um verdadeiro animal sagrado da solidão.

Por sorte, Ye Fei não escutou o que ela murmurara. Abriu o cadeado do veículo, subiu e, virando-se com um sorriso triunfante, bateu no banco de trás:

— Venha, irmã, vou te mostrar a sensação de voar ao vento!

Os olhos de Ye Kongning arregalaram-se um pouco:

— Sério? Isto pode mesmo levantar vento e trovão?