Volume I: Primeiros Passos na Seita dos Talismãs Capítulo 4: O Velho Mordido por um Cão

Dewa Agung Formasi Simbol yang Tak Terkalahkan Menderapkan kuda, melaju kencang, bersenandung nyaring. 2454kata 2026-03-13 14:36:32

Os dias iam-se sucedendo, um após o outro, e as feridas de Wang Dong também melhoravam aos poucos.
A noite já descia, e seu pai ainda não havia retornado; ultimamente, ele sempre voltava muito tarde.
Wang Dong, fitando as estrelas dispersas além da janela, sentiu uma inquietação difusa crescer em seu peito, preocupando-se com o paradeiro do pai.

Do lado de fora, ouviu-se uma tosse, seguida pelo rangido da porta ao se abrir—Wang Ergou havia enfim regressado ao lar.
Ao deparar-se com o filho, não pôde evitar um suspiro:
— Ai, Xiaodong, as tuas feridas melhoraram? Aqui está um pão cozido que trouxe para ti, come um pouco antes de mais nada.

— Sim, está bem, pai.

— Xiaodong, ultimamente teu pai colheu bastantes ervas, já é suficiente para tratar tuas lesões. Amanhã, começarei a trabalhar na mina...

— Não pode! Pai! Lá é exaustivo, e os desmoronamentos das galerias são frequentes! Por que ainda queres ir pra lá?

— Xiaodong, ainda estamos devendo muito dinheiro ao doutor Zhang pelo teu tratamento. Embora algumas ervas possamos colher, apenas umas caixas de emplastro para ossos já custam cinco taéis de prata, o que para nossa família é uma fortuna. No futuro, ainda precisarás gastar mais; não quero que passes a vida toda preso nesta aldeia. Almejo que nosso pequeno Dong traga honra aos nossos ancestrais.

— Pai...

— Chega, Xiaodong, cuida de tua recuperação em casa. Pedi à vizinha Wang Dama para te receber nas refeições; quando estiveres melhor, poderás ir à floresta colher capim-niumang para vender ao doutor Zhang. Já combinei com ele. O pai, daqui em diante, não estará muito em casa.

— Hum... Pai, cuide-se.

— Não te preocupes, menino tolo, ainda quero ver-te casar e embalar meus netos!

Ao raiar do dia, Wang Ergou preparou a decocção das ervas e partiu cedo.
Wang Dong, após tomar o remédio, foi ao pátio exercitar-se, preparando-se para ir à floresta colher capim-niumang e assim ganhar algum dinheiro.

Na floresta, a vegetação era densa, e os passarinhos chilreavam incessantemente. Wang Dong, com o cesto de vime gasto às costas e uma foice na mão, olhava atento para todos os lados em busca do capim desejado.

Sem perceber, adentrou o coração do mato, onde ao longe se ouvia o latido de cães selvagens misturado ao grunhido de javalis.

— Au, au...
— Grunh, grunh...

Wang Dong apressou o passo e deparou-se com uma cena insólita: cães selvagens perseguiam javalis.
Um pequeno porco negro fugia de um grande cão amarelo, correndo sem cessar.

— Guinch, guinch... — o leitão negro clamava em agonia, pois, embora a fera lhe cravasse os dentes, ele escapava por pouco.

— Este porquinho tem a pele bem grossa, hein? O cão selvagem o morde há tanto tempo e nem sangue brota...

— Guinch, guinch...
— Jovem amigo, ajude-me a afugentar este cão selvagem, prometo-lhe generosa recompensa! — De súbito, uma voz ressoou na mente de Wang Dong.

Ele olhou ao redor, surpreso. Que divindade seria esta, que não via, a falar-lhe?

— Jovem amigo, salve-me... Este cão amarelo é implacável, parece possuído por um demônio... Não olhe em volta, sou eu, aqui, sendo perseguido pelo cão!

— O quê? És tu, o porco?...

— Cof, cof, sou um imortal, fui vítima de uma traição vil e acabei neste estado. Espero que sejas generoso e me salves… Afugenta este cão!

— Se és tão poderoso, por que não usas tua magia? Temes um cão selvagem e ainda te dizes imortal!

— Ajuda-me primeiro, jovem amigo, e prometo guiar-te no caminho da imortalidade. Vejo em ti uma linhagem espiritual única, talento de milênios. Se perseverares, certamente ascenderás aos céus...

— Guinch, guinch...

O cão amarelo alcançou o porquinho e cravou-lhe os dentes.

— Guinch... Grunh...

— Jovem amigo, socorra-me! Conheço muitos tesouros ocultos; ajudando-me, na verdade, ajudarás a ti mesmo! No futuro, poderás pisar sobre os dourados elixires e subjugar até as maiores potências...

— Se é assim tão extraordinário, vou confiar em ti, ao menos por ora.

O coração de Wang Dong vacilou ao ver o porquinho girando ao seu redor.
Empunhou a foice e avançou contra o cão amarelo, que logo desapareceu de medo...

— Tão fácil assim? Que cão covarde, só sabe atacar os fracos...

— Cumpri meu papel, agora diga: como me fará tornar-me imortal?

— Cof, cof, não te apresses, jovem amigo... — o porquinho já se preparava para fugir.

— Guinch... — Wang Dong foi mais rápido, segurou-lhe a perna e o ergueu.

— Pá, pá — bateu-lhe no traseiro —, seu porco danado, quis me enganar e ainda tenta fugir! Não sabes que há muitos cães e até alcateias de lobos por aqui?

— Chega, jovem amigo, não me batas mais! Temo apenas envolvê-lo nos meus infortúnios, pois tenho inimigos por todo o mundo. Mas vejo que tens aura extraordinária. Farei assim: sigo contigo e, quando for o momento, te ensinarei a cultivar.

— Não penses em escapar! Conheces algum método de cultivo?

— Jovem amigo, minha energia foi quase toda dissipada, meu corpo físico está destruído, e minha alma, dilacerada. Restam-me apenas fragmentos de lembranças de formações rudimentares de cultivo. Se conseguir recuperar energia, poderei restaurar a memória e revelar mais métodos e segredos ocultos...

— Apenas me lembro de ser despedaçado por uma energia misteriosa, caí numa escuridão sem fim e vim parar aqui. Tenho sofrido horrores, sendo perseguido por cães, atacado por lobos... Agora, minha energia restante mal sustenta minha consciência. Jovem amigo, preciso repousar...

— Vovô... Vovô! Não responde mais, será que entrou em repouso mesmo? Tão infeliz assim... Pois bem, fique comigo; quando eu tiver poder, ajudarei a recuperar tua memória e vingar-te!

— Agradeço, jovem amigo!...

...

Com o cesto às costas e o porquinho negro nos braços, Wang Dong desceu lentamente a montanha.

Ao chegar à aldeia, já era noite. Wang Dong foi jantar na casa da vizinha Wang Dama.

— Irmão Wang Dong, onde arranjou esse porquinho? Dá pra comer? — Xiaodan perguntou, limpando o nariz e olhando fixamente para o animal.

— Vá, vá, só pensas em comer! Este aqui é um filhote do rei porco-negro que achei na floresta. Quando crescer, poderá lutar até com tigres.

— Uau, que incrível! Irmão Wang Dong, quando fores brincar com ele, leva-me junto! Já tem nome?

— Hehe, chamei-o de Xiao Hei...

— Que nome imponente! Xiao Hei é mesmo forte, crescerá rápido e vai enfrentar tigres!

— Hahaha, então por que não apanhas uma couve para ele comer?

— Vou já, irmão Wang Dong!

— Grunh, grunh, guinch, guinch — o porquinho atacou a couve com voracidade.

Xiaodan, ao lado, observava-o com olhos brilhantes, como se visse um porco de combate capaz de devorar tigres!

Os dias se passaram, as feridas de Wang Dong sararam, e ele passou a levar Xiao Hei à floresta para colher capim-niumang, sempre seguido por Xiaodan.

— Jovem amigo, duzentos passos a oeste há ervas... — transmitia-lhe o velho por telepatia.

— Haha, achei mais uma touceira de capim-niumang!

— Estou feito, estou feito! Este velho é realmente formidável. Mas isso, ninguém pode saber: é o meu grande segredo...